É incrível você deparar-se com algo tão inimaginável.
As pessoas criam uma impressão um pré conceito, dos moradores de rua.
"São drogados, são vagabundos, são perigosos."
E esquecem-se dos vagabundos , drogados, nojentos e perigosos que usam gravatas, roupas e estudam em faculdades caras, e não são julgados ou rotulados por conta dessa grossa camada de disfarce chamada dinheiro, ou posição social.
Em um único dia, conheci dois moradores de rua, que vieram até mim conversar, um se chamava Carlos e outro Wilson, cada um mais educado que o outro, eles não me pediram dinheiro, eles queriam apenas conversar com alguém. E eu conversei com eles, conheci a historia dos dois, vi o sofrimento no olhar de cada um, vi a vontade de rever a família e um conflito interno por não querer voltar pra terra sem nada a oferecer, e vi nos olhos e nas palavras de cada um as palavras de Deus, um Deus que eles acreditavam cegamente e diziam que Ele jamais os abandonou e que aguardavam nele uma luz, uma saída.
Dois homens que você, ou qualquer outra pessoa atravesseria a rua para não ter que passar ao lado deles, por medo de ser assaltado, estuprado, o que fosse. Mas que pra mim me passaram toda a segurança do mundo a ponto de apertarmos as mãos e ouvir pacientemente cada palavrinha que eles falavam com tanta vontade. Não sei se já fizeram algo de errado, não sei se são usuários de droga, não sei se já roubaram, eu sinceramente não sei , assim como não sei se meu vizinho já fez isso, mas o que eu sei é que eu estava lá, frente a frente com eles, eles podiam fazer o que quisessem de mim, mas sorriram, comprimentaram, e conversaram comigo.
Por outro lado, hj tive uma experiência terrivel, com alguém que estava bem vestido, com livros na mão, aparentemente um estudante de classe média, que com certeza não faria você atravessar a rua para não passar ao lado dele, ele não transpassava nenhuma malícia. Mas foi tão podre, tão imundo, que os moradores de rua com quem conversei sentiriam nojo de passar ao lado dele, e eles sim atravessariam a rua para não ter que usar a mesma calçada que esse aparente estudante mauricinho.
Logo em seguida, depois de uma experiência horrivel, voltei chorando pra casa, e qual foi minha surpresa quando uma mulher me parou, perguntou se eu estava bem, e sem nem esperar eu responder me abraçou, um abraço apertado, um abraço gostoso, um abraço que eu precisava sentir naquele momento.
Ela não me conhecia, eu não sei se a verei de novo, sei que ela me abraçou, disse que Deus era maior que tudo, se ofereceu pra me acompanhar em casa, e ela nem sabia o que tinha acontecido, mas ela me abraçou, uma estranha em plena São Paulo, me abraçou e me beijou no rosto, disse pra eu rezar que tudo ia ficar bem, se abriu comigo, disse que tinha depressão mas que Deus era maior que tudo.
Eu não sei explicar o que ta dentro de mim, sinceramente não tenho raiva nem ódio daqueles estudante, quisera ter de verdade, tenho raiva de mim por não ter raiva dele, o que tenho é nojo, um nojo tremendo, mas outra parte de mim está extremamente feliz, por ter conhecido hoje três pessoas maravilhosas, pessoas que não tiveram nenhum preconceito comigo, que aceitaram me conhecer sem nem eu mesma chamá-las, se arriscaram a vir falar com uma estranha, afinal, eu podia ser bandida, eu podia ser uma drogada, eu podia ser uma aproveitadora, porque realmente hoje aprendi, que quem vê cara definitivamente não vê coração.
19/08/2013
14/08/2013
Yo soy....
Ela ta concluindo algo que nunca pensou que conseguiria concluir.
E mais, ela tá planejando e colocando em prática sonhos.
E mais ainda, ela tem três pessoas maravilhosas com ela pra botar o plano em prática.
Esses dias escrevendo um texto, daqueles discursos melosos de final de faculdade onde você começa a refletir sobre tudo o que aconteceu nesse tempo de aprendizado, sobre as pessoas que conheceu, e sobre como tudo isso te afetou, ela ficou perplexa ao ver o tanto que ela mudou em apenas três anos.
Em três anos ela passou de menina festeira , pra uma menina apaixonada assumidamente por artes, por teatro! E nesses três anos ela viveu em um mundo completamente diferente do que ela vivia na cidade do interior onde morou boa parte da vida. Em três anos ela mudou pensamentos, conceitos, mudou seu jeito de olhar pra muita coisa.
Em três anos ela descobriu que é apaixonada por fazer teatro, e não pela apresentação em si.
Em três anos ela passou de alguém que gostava de mpb, pra alguém que só escuta rádio que toca mpb.
Ela mudou a maneira como ela vê seu próprio corpo. E mais ainda, mudou a maneira como vê o corpo das outras pessoas.
Em três anos ela se apaixonou por cada defeito ou diferença dela própria, em três anos ela aprendeu que mesmo sendo pequena, frágil, ela pode interpretar desde uma menininha, até uma prostitua , um morador de rua, ou um homem.
Esses três anos ela conheceu mais de si mesma do que em nos outros vinte e tantos anos.
Não que ela não seja mais a menina que curte sertanejo, pagode, forró, vanerão, salsa, e cumbia, ela ainda AMA tudo isso, ela ainda é APAIXONADA por dançar tudo isso, mas ela é tbm apaixonada por Oswaldo Montenegro, Maria Rita, Djavan, Nila Branco e sempre Ana Carolina. Que ela já amava antes, mas que por se focar só em dançar ela ouvia só de vez em quando e não percebia o quanto amava na verdade toda essa mistura.
Nesses três anos ela assumiu sua outra paixão de anos, a escrita. Mesmo que só pra ela, ou não. Nesses três anos ela escreveu sempre que teve vontade, sem deixar pra depois.
Nesses três anos ela aprendeu se desconstruir é a melhor maneira de se conhecer.
Foram três anos de estudo intenso de teatro, mas três anos de descobertas mais intensas ainda dela mesma.
No final desses três anos ela tomou coragem pra se revelar para aqueles amigos de sua cidade que ainda não conheciam essa outra Mariana...com receio, mas se mostrou, e qual foi a surpresa quando eles a abraçaram, se emocionaram, e disseram estar orgulhosos de conhece-la no palco.
Eu não sei descrever o tamanho do crescimento que foi pra mim, mas sei dizer foi grande, intenso...eu sou tão grata, mas tão grata por tudo isso, se não fosse esses três anos eu ainda seria a menina que tem uma paixão secreta por teatro, sem jamais ter se jogado.
Na essência sou a mesma, mas com mais, com um pouco mais de mim mesma.
02/07/2013
Quando o coração esta em paz
Quando o coração está em paz, quando estamos em paz com a pessoa que amamos, quando temos vontade de chegar logo o momento de abraçar essa pessoa, quando tudo parece o começo , quando tudo se renova.
Sou do tipo que recorre aos escritos quando tenho angustia, quando tenho tristeza....e raramente, muito raramente quando tenho paz.
Na tristeza, escrever me alivia, divide o peso da minha carga com esse espaço em branco, e vendo tudo pronto, todas as palavras organizadas dando forma a um texto, me faz analisar, talvez enxergar um outro lado do momento que estou passando.
Escrever quando estou angustiada funciona como uma válvula de escape.
Mas nem sempre que escrevo significa que estou triste.
De uns poucos anos pra cá, tenho aprendido a escrever quando estou feliz, e também simplesmente por escrever, porque meus dedos sentem saudades de se jogar em textos, palavras, frases e pontuações.
Acho que escrevo menos, com menos frequência quando estou feliz, porque simplesmente estou ocupada sendo feliz. E acho sim isso belo.
Acho também que escrevo menos quando estou feliz por ter medo e trauma , pra não gritar minha felicidade ...aquele velho ditado sabe?
Mas só quero falar da paz no meu coração, aquela paz que eu costumava sentir quando tomava um banho de chuva em pleno verão e na companhia inusitada de um sol maravilhoso, ou aquela paz de pisar na grama e sentir ela entrar por entre meus dedos.
Essa paz que só quem tem amor no peito sente.
Eu tenho, muito amor no peito, aprendi a ter desde criança, e tenho tido em demasia a uns três anos...
Ouvi dizer que o amor se renova, de tempo em tempo, e se assim for, realmente de coração espero que seja, eu me arrisco a dizer que essa paz no meu coração poderá permanecer por muitas outras vidas.
Talvez no futuro há quem não entenda esse texto, na realidade ele não tem um porquê...ele simplesmente surgiu dessa paz que to sentindo, dessa vontade de pegar essa paz e jogar ela aqui, traduzir ela, registra-la.
E ta feito!
Sou do tipo que recorre aos escritos quando tenho angustia, quando tenho tristeza....e raramente, muito raramente quando tenho paz.
Na tristeza, escrever me alivia, divide o peso da minha carga com esse espaço em branco, e vendo tudo pronto, todas as palavras organizadas dando forma a um texto, me faz analisar, talvez enxergar um outro lado do momento que estou passando.
Escrever quando estou angustiada funciona como uma válvula de escape.
Mas nem sempre que escrevo significa que estou triste.
De uns poucos anos pra cá, tenho aprendido a escrever quando estou feliz, e também simplesmente por escrever, porque meus dedos sentem saudades de se jogar em textos, palavras, frases e pontuações.
Acho que escrevo menos, com menos frequência quando estou feliz, porque simplesmente estou ocupada sendo feliz. E acho sim isso belo.
Acho também que escrevo menos quando estou feliz por ter medo e trauma , pra não gritar minha felicidade ...aquele velho ditado sabe?
Mas só quero falar da paz no meu coração, aquela paz que eu costumava sentir quando tomava um banho de chuva em pleno verão e na companhia inusitada de um sol maravilhoso, ou aquela paz de pisar na grama e sentir ela entrar por entre meus dedos.
Essa paz que só quem tem amor no peito sente.
Eu tenho, muito amor no peito, aprendi a ter desde criança, e tenho tido em demasia a uns três anos...
Ouvi dizer que o amor se renova, de tempo em tempo, e se assim for, realmente de coração espero que seja, eu me arrisco a dizer que essa paz no meu coração poderá permanecer por muitas outras vidas.
Talvez no futuro há quem não entenda esse texto, na realidade ele não tem um porquê...ele simplesmente surgiu dessa paz que to sentindo, dessa vontade de pegar essa paz e jogar ela aqui, traduzir ela, registra-la.
E ta feito!
16/05/2013
Falta
Passa-se os dias, as semanas, e as coisas acontecem a uma velocidade inacreditável, quando me percebo meu cantinho está aqui, quetinho esperando por novos escritos.
Fico feliz em relatar que o motivo dessa falta comigo mesma, é por estar realizando trabalhos da faculdade, ensaiando peça, e sendo chamada pra trabalhos fora da faculdade.
Para suprir a carência de palavras profundas, que eu sinceramente não estou no clima agora, posto aqui o monólogo que apresentarei em breve..
Falta - Sara Kane
Fico feliz em relatar que o motivo dessa falta comigo mesma, é por estar realizando trabalhos da faculdade, ensaiando peça, e sendo chamada pra trabalhos fora da faculdade.
Para suprir a carência de palavras profundas, que eu sinceramente não estou no clima agora, posto aqui o monólogo que apresentarei em breve..
Falta - Sara Kane
É eu ainda quero brincar
às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas
e dizer que gosto dos teus sapatos e
sentar-me nos degraus enquanto tu
tomas banho e massagear o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo
e falar sobre o dia e passar à máquina
as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranoia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos, ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e falar-te sobre o programa de televisão
que vi na noite anterior e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã,
mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo do teu…
E sentar-me nos degraus até chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando estás ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender por que é que pensas que eu te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar por que é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado há apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem sou e tentar chegar mais perto de ti e falar mal alemão contigo e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti..."
E sentar-me nos degraus até chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando estás ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender por que é que pensas que eu te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar por que é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado há apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem sou e tentar chegar mais perto de ti e falar mal alemão contigo e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti..."
03/05/2013
É tudo sobre o amor...
Amor. As pessoas tem mania de complicar, de rotular, de querer coloca-lo em formas, em regras, em leis, em porquês.
Não é 'coisa' pra ser estudado, é sentimento, pra sentir, viver, e deixar viver, ponto.
Deixe as palavras relacionadas ao amor para os amantes se declararem, afinal só quem ama tem direito de falar de amor.
Desejo de coração que todos ainda possam amar, ou chegar aos pés do amor demonstrado nesse vídeo.
Teaser // Alécio e Luiz Felipe from Brigadeiro Filmes on Vimeo.
Não é 'coisa' pra ser estudado, é sentimento, pra sentir, viver, e deixar viver, ponto.
Deixe as palavras relacionadas ao amor para os amantes se declararem, afinal só quem ama tem direito de falar de amor.
Desejo de coração que todos ainda possam amar, ou chegar aos pés do amor demonstrado nesse vídeo.
Teaser // Alécio e Luiz Felipe from Brigadeiro Filmes on Vimeo.
15/04/2013
Observações...
Ultimamente sua maior, preocupação que lhe aperta o peito e por algumas vezes lhe tire o sono é aquele pequeno grande anjo.
Chegou a questionar-se se terá coragem de colocar filhos em um mundo onde essa inocência já é tão rara, tão quase extinta.
Um papo tão clichê...uma conversa tão gasta...mas é sério.
Ela gostaria muito de ter filhos, sempre amou crianças, sempre se sentiu super a vontade com crianças.
Lá no estágio está em contato direto com crianças quase adolescentes, bem aquela idade onde elas ainda não sabem dizer se são grandes ou pequenas demais.
Ela se assusta com o comportamento delas, da falta de respeito com a professora que grita incansavelmente em vão, e que tal postura faz com que os alunos gritem de volta.
Todos tem seus celulares, todos mexem em seus respectivos celulares , ignorando a placa de proibição colada ao lado da lousa.
Crianças já muito sexualizadas, meninas usando grandes decotes, ou usando sutiãs maiores que seus seios , apenas para aparentear ter mais corpo do que realmente tem.
Ela fica horrorizada...na idade dessas crianças a única coisa que ela queria era ser realmente criança.
Aproveitar cada momento, cada recreio, cada brincadeira, cada aula de artes.
Enfim, mas lá no meio de tanto comportamento assutador e excessivamente adulto e rebelde, ela encontra pequenas pérolas.
Em meio a tantos querendo se mostrar mais velhos, e sendo inclusive prepotentes ela ainda encontra aqueles que fazem com que aquela fagulha mínima de esperança dentro dela ganhe força.
Sentada em sua carteira , fazendo as anotações do que observa na aula, um menino se aproxima dela, e fica observando ela de perto. Quando ela nota que esta sendo observada ela para de escrever e olha para o menino de óculos sorridente a sua frente, ele fala um simples "Oi" e espera uma resposta.
Ela diz "oi' e logo em cima o menino fala "Você é uma pessoa legal?"
Ela fica intrigada, não entende direito a pergunta mas responde "Bom, eu não sei não...porque?"
E o menino mantendo o sorriso explica "É que se você é uma pessoa legal, você vai ser uma professora legal" , e concluindo seu pensamento ele se vira e vai sentar-se em sua cadeira e volta a copiar o texto que está na lousa.
E ela, ela fica la sorrindo meio boba, meio pensativa...em palavras tão simples aquela criança falou algo extremamente correto.
Então ela parou de escrever as observações de aula pra escrever essa frase em canto da folha, algo em meio aquele caos que a sala se encontrava, que realmente valia a pena ser levado em conta.
A lição do dia, ela aprendeu com o menininho de óculos sorridente.
Trataria então de seguir essa dica, passada a ela por alguém cuja simplicidade, espontaneidade e doçura ainda eram visíveis, mesmo esse mundo fazendo de tudo para roubar-lhe isso.
Trataria de ser uma 'pessoa legal' e consequentemente uma 'professora legal' .
Passou a olhar as aulas que observava com outros olhos,com olhos de uma futura professora que quer sinceramente cativar seus alunos, tentar resgatar em cada um deles essa 'pessoinha legal' , como esse menino com quem conversou.
Quem sabe assim, através da arte educação algo possa ser salvo?
É uma ideia, é um começo.
Chegou a questionar-se se terá coragem de colocar filhos em um mundo onde essa inocência já é tão rara, tão quase extinta.
Um papo tão clichê...uma conversa tão gasta...mas é sério.
Ela gostaria muito de ter filhos, sempre amou crianças, sempre se sentiu super a vontade com crianças.
Lá no estágio está em contato direto com crianças quase adolescentes, bem aquela idade onde elas ainda não sabem dizer se são grandes ou pequenas demais.
Ela se assusta com o comportamento delas, da falta de respeito com a professora que grita incansavelmente em vão, e que tal postura faz com que os alunos gritem de volta.
Todos tem seus celulares, todos mexem em seus respectivos celulares , ignorando a placa de proibição colada ao lado da lousa.
Crianças já muito sexualizadas, meninas usando grandes decotes, ou usando sutiãs maiores que seus seios , apenas para aparentear ter mais corpo do que realmente tem.
Ela fica horrorizada...na idade dessas crianças a única coisa que ela queria era ser realmente criança.
Aproveitar cada momento, cada recreio, cada brincadeira, cada aula de artes.
Enfim, mas lá no meio de tanto comportamento assutador e excessivamente adulto e rebelde, ela encontra pequenas pérolas.
Em meio a tantos querendo se mostrar mais velhos, e sendo inclusive prepotentes ela ainda encontra aqueles que fazem com que aquela fagulha mínima de esperança dentro dela ganhe força.
Sentada em sua carteira , fazendo as anotações do que observa na aula, um menino se aproxima dela, e fica observando ela de perto. Quando ela nota que esta sendo observada ela para de escrever e olha para o menino de óculos sorridente a sua frente, ele fala um simples "Oi" e espera uma resposta.
Ela diz "oi' e logo em cima o menino fala "Você é uma pessoa legal?"
Ela fica intrigada, não entende direito a pergunta mas responde "Bom, eu não sei não...porque?"
E o menino mantendo o sorriso explica "É que se você é uma pessoa legal, você vai ser uma professora legal" , e concluindo seu pensamento ele se vira e vai sentar-se em sua cadeira e volta a copiar o texto que está na lousa.
E ela, ela fica la sorrindo meio boba, meio pensativa...em palavras tão simples aquela criança falou algo extremamente correto.
Então ela parou de escrever as observações de aula pra escrever essa frase em canto da folha, algo em meio aquele caos que a sala se encontrava, que realmente valia a pena ser levado em conta.
A lição do dia, ela aprendeu com o menininho de óculos sorridente.
Trataria então de seguir essa dica, passada a ela por alguém cuja simplicidade, espontaneidade e doçura ainda eram visíveis, mesmo esse mundo fazendo de tudo para roubar-lhe isso.
Trataria de ser uma 'pessoa legal' e consequentemente uma 'professora legal' .
Passou a olhar as aulas que observava com outros olhos,com olhos de uma futura professora que quer sinceramente cativar seus alunos, tentar resgatar em cada um deles essa 'pessoinha legal' , como esse menino com quem conversou.
Quem sabe assim, através da arte educação algo possa ser salvo?
É uma ideia, é um começo.
09/04/2013
Levou na bolsa umas mentiras pra contar...
Se pudesse fazer um desejo, desejaria por um determinado tempo ter novamente 12 anos.
Quem sabe assim ela poderia ficar amiga daquele anjo que tem andado perdido?
Quem sabe assim, conquistaria realmente sua confiança?
Quem sabe assim teria oportunidade de salva-la de tantas dores? Tantos erros?
Ela queria encontrar logo um jeito, antes que seja tarde, antes que o anjo se perca totalmente dessas pessoas que amam tanto, e que tem lutado pra que o amor fale sempre mais alto.
Foram tantas decepções, tantas confianças quebrada...
A vontade dela é olhar nos olhos , e gritar "EU NÃO VOU DESISTIR DE VOCÊ!"
Não adianta tentar, ela não vai desistir porque ela sabe que em algum lugar aquele anjo bom, e carinhoso existe, por trás dos olhos frios e duros, por trás do desprezo, por trás das inconsequências...ela quer acreditar que ele está lá!
Ela não vai desistir, ela não desiste de amar, ela quer compreender, ajudar, resgatar, só não sabe se o anjo quer ser resgatado, mas ela quer acreditar que sim.
O coração dela ta apertado, dói querer proteger alguém que não quer proteção, mas que precisa se proteger de si mesmo.
Ela já entregou nas mãos de Deus, mas ela não quer cruzar os braços, ela precisa fazer algo, só não sabe o que.
Quem sabe assim ela poderia ficar amiga daquele anjo que tem andado perdido?
Quem sabe assim, conquistaria realmente sua confiança?
Quem sabe assim teria oportunidade de salva-la de tantas dores? Tantos erros?
Ela queria encontrar logo um jeito, antes que seja tarde, antes que o anjo se perca totalmente dessas pessoas que amam tanto, e que tem lutado pra que o amor fale sempre mais alto.
Foram tantas decepções, tantas confianças quebrada...
A vontade dela é olhar nos olhos , e gritar "EU NÃO VOU DESISTIR DE VOCÊ!"
Não adianta tentar, ela não vai desistir porque ela sabe que em algum lugar aquele anjo bom, e carinhoso existe, por trás dos olhos frios e duros, por trás do desprezo, por trás das inconsequências...ela quer acreditar que ele está lá!
Ela não vai desistir, ela não desiste de amar, ela quer compreender, ajudar, resgatar, só não sabe se o anjo quer ser resgatado, mas ela quer acreditar que sim.
O coração dela ta apertado, dói querer proteger alguém que não quer proteção, mas que precisa se proteger de si mesmo.
Ela já entregou nas mãos de Deus, mas ela não quer cruzar os braços, ela precisa fazer algo, só não sabe o que.
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