You're beautiful...is true....
Ela ouvia essa musica quando tinha la pelos seus 17 anos... uma menina com complexo de patinho feio que ouvia essa musica sonhando em ouvir de alguem um dia.
Naquela época era tão importante pra ela se sentir bonita.
Hoje ela por varios momentos quer se sentir bonita e arrumada...mas ao contrario daquela epoca essa não uma coisa essencial pra felicidade dela.
Ela só se entristece de ainda trombar vez ou outra com pessoas assim...mas ela entende...essas pessoas ainda tem muito o que aprender da vida, pra dar valor ao que realmente importa.
Ela não pode simplesmente dizer "Calma menina, a vida é muito mais que maquiagem e a roupa que você vai vestir amanhã.."
Então ela só respira fundo, sorri tentar manter o dialogo.
11/10/2011
Papel e sentimentos
Ela escreve desde sempre...desde que aprendeu a escrever ela se apaixonou por isso.
Não escreve maravilhosamente, mas escreve sinceramente
Não aguenta ver uma folha em branco , tem que preencher, com um rabisco, um desenho, ou normalmente palavras.
Ela ate alguns anos atrás achava mais fácil escrever em momentos de tristeza.
Com os sentimentos a flor da pele.
Mas ela aprendeu a escrever em momentos de serenidade, de calma, de felicidade.
Hoje ela ta escrevendo ouvindo Maná.
É a banda preferida de sua irmã mais velha, e com sua irmã mais velha que a menina aprendeu a gostar também.
O cantor parece que tem os sentimentos saindo da boca em todas as musicas.
Ela acha isso tão fascinante, que de ouvir suas musicas uma vontade de escrever imensa invade a mente, o coração e os dedos dela.
Ela lembra de quando descobriu realmente que escrever seria sua válvula de escape.
Tinha 10 anos de idade.
A professora pediu pra turma escrever um poema...ela escreveu, um poema bobo, poema de amor , poema de criança de dez anos de idade...hoje ela sabe que o poema não foi o melhor do mundo, quiçá da sala de aula.
Mas ela se sentiu tão bem de escrever e depois de ler o próprio poema.
Ficou feliz de descobrir que podia brincar com as palavras.
No mesmo ano ganhou um diário em seu aniversário.
Então foi até sua irmã mais velha e perguntou o que se escreve em um diário, sua irmã disse que em um diário você conta tudo o que fez no seu dia.
A menina se empolgou e correu pra começar a escrever, o problema é que ela levou muito ao pé da letra, e contava desde o momento em que acordava e escovava os dentes, até quando amarrava os tênis, detalhando cada momento ao máximo.
Só quando ela tinha 13 anos foi entender, ou alguém teve a bondade de contar-lhe que não precisava contar exatamente tudo o que fez em seu dia, mas apenas algo mais relevante, mais importante.
Daí pra ela entender e começar a colecionar diários foi um pulo....ela desabafava exatamente tudo , desde o ciumes que sentia de suas amigas, até como se sentia mal e com raiva por ser sempre a ultima a ser escolhida pra jogar vôlei na educação física.
Perdeu as contas de quantos diários já teve.
As aulas e provas de redação eram suas preferidas...
Uma época chegou a dizer que queria ser escritora, escrever livros infantis e poesias.
Mas hoje ela sabe que essa paixão é algo dela, só dela, que de uma maneira bem egoísta, ela não quer escancarar ...são palavras simples, pensamentos simples, sentimentos dela...esta tudo aqui, independente de alguém ler, esse é seu lugar de desabafos, e um lugar pra ela registrar seus pensamentos pra eternidade...um dia seus netos vão poder vir aqui, ler seus textos e conhecer mais sobre sua avó, ver que ela ja foi uma jovem , com sonhos, medos e desejos como eles também serão....a única coisa que ela precisa são as letras e o sentimento a flor da pele.
E claro , uma musiquinha pra ajudar.
Não escreve maravilhosamente, mas escreve sinceramente
Não aguenta ver uma folha em branco , tem que preencher, com um rabisco, um desenho, ou normalmente palavras.
Ela ate alguns anos atrás achava mais fácil escrever em momentos de tristeza.
Com os sentimentos a flor da pele.
Mas ela aprendeu a escrever em momentos de serenidade, de calma, de felicidade.
Hoje ela ta escrevendo ouvindo Maná.
É a banda preferida de sua irmã mais velha, e com sua irmã mais velha que a menina aprendeu a gostar também.
O cantor parece que tem os sentimentos saindo da boca em todas as musicas.
Ela acha isso tão fascinante, que de ouvir suas musicas uma vontade de escrever imensa invade a mente, o coração e os dedos dela.
Ela lembra de quando descobriu realmente que escrever seria sua válvula de escape.
Tinha 10 anos de idade.
A professora pediu pra turma escrever um poema...ela escreveu, um poema bobo, poema de amor , poema de criança de dez anos de idade...hoje ela sabe que o poema não foi o melhor do mundo, quiçá da sala de aula.
Mas ela se sentiu tão bem de escrever e depois de ler o próprio poema.
Ficou feliz de descobrir que podia brincar com as palavras.
No mesmo ano ganhou um diário em seu aniversário.
Então foi até sua irmã mais velha e perguntou o que se escreve em um diário, sua irmã disse que em um diário você conta tudo o que fez no seu dia.
A menina se empolgou e correu pra começar a escrever, o problema é que ela levou muito ao pé da letra, e contava desde o momento em que acordava e escovava os dentes, até quando amarrava os tênis, detalhando cada momento ao máximo.
Só quando ela tinha 13 anos foi entender, ou alguém teve a bondade de contar-lhe que não precisava contar exatamente tudo o que fez em seu dia, mas apenas algo mais relevante, mais importante.
Daí pra ela entender e começar a colecionar diários foi um pulo....ela desabafava exatamente tudo , desde o ciumes que sentia de suas amigas, até como se sentia mal e com raiva por ser sempre a ultima a ser escolhida pra jogar vôlei na educação física.
Perdeu as contas de quantos diários já teve.
As aulas e provas de redação eram suas preferidas...
Uma época chegou a dizer que queria ser escritora, escrever livros infantis e poesias.
Mas hoje ela sabe que essa paixão é algo dela, só dela, que de uma maneira bem egoísta, ela não quer escancarar ...são palavras simples, pensamentos simples, sentimentos dela...esta tudo aqui, independente de alguém ler, esse é seu lugar de desabafos, e um lugar pra ela registrar seus pensamentos pra eternidade...um dia seus netos vão poder vir aqui, ler seus textos e conhecer mais sobre sua avó, ver que ela ja foi uma jovem , com sonhos, medos e desejos como eles também serão....a única coisa que ela precisa são as letras e o sentimento a flor da pele.
E claro , uma musiquinha pra ajudar.
"Não importa aonde vou,
Não importa aonde fico,
No lugar aonde estou
Sei que você esta comigo
Não importa o que eles dizem
Não importa a nossa dor
Agora o importante
É o nosso grande amor"
Não Importa - Marianinha de 10 anos de idade
10/10/2011
El verdadero amor perdona.
Acabei de achar esse vídeo novo do Maná, e achei a letra e o clipe muito lindo...tinha que voltar aqui e deixar registrado ;)
Bora subir na árvore??
Ela sempre quis aprender a subir em uma árvore.
Tentou só duas vezes na vida, uma na casa de sua melhor amiga, e se machucou...
A segunda vez foi na pracinha perto de sua casa, e conseguiu quem diria...ela não sentiu medo , até conseguiu ficar sentada la um bom tempo.
Era uma sensação engraçada, boa e engraçada....la de cima, nem era muito alto, vendo as pessoas passando e olhando pra ela com aquela cara de ponto de interrogação...
Mas ela só conseguiu subir essa vez, só essa vez ela sentiu coragem, depois desse dia ela nunca mais tentou ou teve coragem de subir.
Ah mas um dia ela volta a subir, ela vai tentar de novo , é algo tão simples e complicado ao mesmo tempo, mas que ela quer e vai conseguir, nem que use uma escada pra isso, se o medo vier ela vai fechar os olhos e lembrar de como não sentiu medo e conseguiu da outra vez . que ela nem sabe como conseguiu, mas conseguiu.
Se ela conseguiu uma vez, pode conseguir de novo certo?
Ah pode sim senhor..... de verdadão!
Tentou só duas vezes na vida, uma na casa de sua melhor amiga, e se machucou...
A segunda vez foi na pracinha perto de sua casa, e conseguiu quem diria...ela não sentiu medo , até conseguiu ficar sentada la um bom tempo.
Era uma sensação engraçada, boa e engraçada....la de cima, nem era muito alto, vendo as pessoas passando e olhando pra ela com aquela cara de ponto de interrogação...
Mas ela só conseguiu subir essa vez, só essa vez ela sentiu coragem, depois desse dia ela nunca mais tentou ou teve coragem de subir.
Ah mas um dia ela volta a subir, ela vai tentar de novo , é algo tão simples e complicado ao mesmo tempo, mas que ela quer e vai conseguir, nem que use uma escada pra isso, se o medo vier ela vai fechar os olhos e lembrar de como não sentiu medo e conseguiu da outra vez . que ela nem sabe como conseguiu, mas conseguiu.
Se ela conseguiu uma vez, pode conseguir de novo certo?
Ah pode sim senhor..... de verdadão!
07/10/2011
Um balanço de pneu
Acho que ela tem alguma ligação com idosos..
Certo tempo atras, quando não tinha o que fazer, ou apenas por vontade de ficar sozinha com seus pensamentos ela saia pra andar...muitas vezes pegava o onibus em direção ao centro, e no caminho decidia onde ia descer...algumas vezes desceu no calçadão, e saiu andando sem rumo, com os fones de ouvido no ultimo volume...ela não sabia exatamente de que maneira isso ajudava, mas ajudava.
Um dia ela desceu no centro, e foi andando refazendo o caminho que tinha acabado de fazer com o onibus, e foi parar no parque da cidade, um parque enorme chamado de Parque do povo... e resolveu seguir andando por la.
Avistou então um balanço de pneu, e correu feito criança, sentou, jogou a bolsa na grama, e começou a se balançar, olhando pro céu...sentindo hora ou outra os raios do sol tocando seu rosto por entre as folhas de uma arvore que estava ao lado do balanço...
Ela não lembra que musica tocava em seus fones de ouvido, também não lembra porque estava angustiada, ela só se lembra que sentada ali , olhando pro céu, e se balançando tentando alcança-lo, acalma, a paz invadiu seu coração.
O vento jogava seus cabelos pra trás, e ela abria os braços, parecia estar voando...ela sempre quis voar.
Uma sombra na grama a fez parar o balanço, era uma senhorinha que tinha se aproximado, e disse que estava um dia muito bonito, e perguntou o que ela fazia sozinha, se estava tudo bem.
Ela sorriu , era uma senhora com um carrinho de feira, de chapeu , meias e chinelo de dedo.
A menina respondeu que estava tudo bem sim, que ela gostava daquele lugar.
A senhora não acreditou e falou "Mesmo se não tiver tudo bem, tudo vai ficar, Deus é grande..."
Ela pra variar, se deixou emocionar pelas palavras da senhora, foram palavras simples, que podia e ja fora ouvida de outras pessoas, mas vindo daquela senhora, tudo fez mais sentido, ela não a conhecia, mas falou com uma sabedoria, com uma fé, e com um brilho nos olhos, nos pequeninos olhos castanhos, que a menina acreditou muito mais nela do que em qualquer outra pessoa.
A menina agradeceu, a senhora sorriu, e desejou boa sorte, e saiu andando levando seu carrinho de feira e seus chinelos de dedo.
A menina por um minuto estranhou, em vez de seguir um caminho em direção a calçada, a senhora continuou a caminhar pela grama em direção a umas arvores que de tão grandes e cheias, não deixavam quase nenhum raio de sol tocar o chão.
A menina voltou a se balançar, com mais vontade e mais impulso, agora ela sabia, tudo ia dar certo, ela viu isso naqueles pequenos olhos castanhos.
Certo tempo atras, quando não tinha o que fazer, ou apenas por vontade de ficar sozinha com seus pensamentos ela saia pra andar...muitas vezes pegava o onibus em direção ao centro, e no caminho decidia onde ia descer...algumas vezes desceu no calçadão, e saiu andando sem rumo, com os fones de ouvido no ultimo volume...ela não sabia exatamente de que maneira isso ajudava, mas ajudava.
Um dia ela desceu no centro, e foi andando refazendo o caminho que tinha acabado de fazer com o onibus, e foi parar no parque da cidade, um parque enorme chamado de Parque do povo... e resolveu seguir andando por la.
Avistou então um balanço de pneu, e correu feito criança, sentou, jogou a bolsa na grama, e começou a se balançar, olhando pro céu...sentindo hora ou outra os raios do sol tocando seu rosto por entre as folhas de uma arvore que estava ao lado do balanço...
Ela não lembra que musica tocava em seus fones de ouvido, também não lembra porque estava angustiada, ela só se lembra que sentada ali , olhando pro céu, e se balançando tentando alcança-lo, acalma, a paz invadiu seu coração.
O vento jogava seus cabelos pra trás, e ela abria os braços, parecia estar voando...ela sempre quis voar.
Uma sombra na grama a fez parar o balanço, era uma senhorinha que tinha se aproximado, e disse que estava um dia muito bonito, e perguntou o que ela fazia sozinha, se estava tudo bem.
Ela sorriu , era uma senhora com um carrinho de feira, de chapeu , meias e chinelo de dedo.
A menina respondeu que estava tudo bem sim, que ela gostava daquele lugar.
A senhora não acreditou e falou "Mesmo se não tiver tudo bem, tudo vai ficar, Deus é grande..."
Ela pra variar, se deixou emocionar pelas palavras da senhora, foram palavras simples, que podia e ja fora ouvida de outras pessoas, mas vindo daquela senhora, tudo fez mais sentido, ela não a conhecia, mas falou com uma sabedoria, com uma fé, e com um brilho nos olhos, nos pequeninos olhos castanhos, que a menina acreditou muito mais nela do que em qualquer outra pessoa.
A menina agradeceu, a senhora sorriu, e desejou boa sorte, e saiu andando levando seu carrinho de feira e seus chinelos de dedo.
A menina por um minuto estranhou, em vez de seguir um caminho em direção a calçada, a senhora continuou a caminhar pela grama em direção a umas arvores que de tão grandes e cheias, não deixavam quase nenhum raio de sol tocar o chão.
A menina voltou a se balançar, com mais vontade e mais impulso, agora ela sabia, tudo ia dar certo, ela viu isso naqueles pequenos olhos castanhos.
06/10/2011
No metrô
Um metrô lotado, pessoas isoladas em seus próprios pensamentos e preocupações.
O corpo dela pedia um banho e uma cama, sua mente estava inquieta pensando nas tarefas que ainda teria pra fazer quando chegasse em casa, e tentando organizar por etapas o que era prioritário ser feito assim que entrasse pela porta.
No meio desses pensamentos ria e conversava com as amigas da faculdade, e quando o silencio prevalecia, ela retornava a seus pensamentos preocupantes e ansiosos.
Antes ela estaria observando cada pessoa no metro tentando imaginar quem eram , o que faziam da vida, o que estavam pensando, e estava la como espectadora.
Quando se deu conta ela não era uma mera espectadora, era um deles, perdida em seus pensamentos, preocupada com deveres, tarefas, horarios, prazos, limpar a casa , fazer as unhas... ela se misturou, e riu quando notou..
Resolveu olhar em volta, resolveu ser espectadora novamente, e olhou pro lado.
Ela viu uma cena que fez seus olhos lacrimejarem, e agradeceu por ter saido de seu mundinho pra olhar em volta...
Sentados a sua frente, um casal de velhinhos, a senhora prestando atenção em tudo, e tentando ouvir o que a voz no auto-falante anunciava, o senhor, olhava fixamente para os pés da menina, bom, não exatamente para os pés, ele estava em seu mundinho, que devia ser calmo, ou não, seus olhos de tempo em tempo quase fechavam completamente, mas não saia da direção...e o mais lindo de tudo, eles estavam de mãos dadas, com os dedos entrelaçados...
No meio de casais jovens, executivos engravatados, estudantes com seus fones de ouvido enormes, no meio de preocupaçoes e pensamentos, no meio de angustias, pressa e frieza, o casal de velhinhos continuavam sentadinhos, lado a lado, de mãos dadas, ela olhando pra cima, ele com o olhar fixado no chão , nem notaram que alguem os olhava admirada, nem notaram que emocionaram alguem..
E no meio do metrô lotado, com milhares de pessoas com historias pra contar, era a historia deles que ela mais desejava conhecer.
Não se trata apenas de um casal de idosos fofinhos, é um casal de idosos no metrô, andando, pegando transporte publico, cruzando a enorme cidade de São Paulo, enfrentando apertos, buzinas, poluição, e ruas movimentadas, tudo isso de mãos dadas.
A vontade dela era de perguntar, quem eram, como se conheceram, a quanto tempo estão juntos, se eles tem sonhos, se eles se amam, se são apaixonados , se ainda se tratam com respeito e carinho, se tiveram que enfrentar obstaculos pra ficarem juntos, se vivem com os filhos ou sozinhos.
Ela teria uma verdadeira aula de vida se tivesse tido coragem e tempo de perguntar-lhes tudo isso...
Um sinal fez ela voltar a prestar atenção no metro que se encontrava.... chegou em sua estação, ela saiu , olhando pra trás...a senhora ainda olhava pra cima, e ele ainda olhava pro chão...
O corpo dela pedia um banho e uma cama, sua mente estava inquieta pensando nas tarefas que ainda teria pra fazer quando chegasse em casa, e tentando organizar por etapas o que era prioritário ser feito assim que entrasse pela porta.
No meio desses pensamentos ria e conversava com as amigas da faculdade, e quando o silencio prevalecia, ela retornava a seus pensamentos preocupantes e ansiosos.
Antes ela estaria observando cada pessoa no metro tentando imaginar quem eram , o que faziam da vida, o que estavam pensando, e estava la como espectadora.
Quando se deu conta ela não era uma mera espectadora, era um deles, perdida em seus pensamentos, preocupada com deveres, tarefas, horarios, prazos, limpar a casa , fazer as unhas... ela se misturou, e riu quando notou..
Resolveu olhar em volta, resolveu ser espectadora novamente, e olhou pro lado.
Ela viu uma cena que fez seus olhos lacrimejarem, e agradeceu por ter saido de seu mundinho pra olhar em volta...
Sentados a sua frente, um casal de velhinhos, a senhora prestando atenção em tudo, e tentando ouvir o que a voz no auto-falante anunciava, o senhor, olhava fixamente para os pés da menina, bom, não exatamente para os pés, ele estava em seu mundinho, que devia ser calmo, ou não, seus olhos de tempo em tempo quase fechavam completamente, mas não saia da direção...e o mais lindo de tudo, eles estavam de mãos dadas, com os dedos entrelaçados...
No meio de casais jovens, executivos engravatados, estudantes com seus fones de ouvido enormes, no meio de preocupaçoes e pensamentos, no meio de angustias, pressa e frieza, o casal de velhinhos continuavam sentadinhos, lado a lado, de mãos dadas, ela olhando pra cima, ele com o olhar fixado no chão , nem notaram que alguem os olhava admirada, nem notaram que emocionaram alguem..
E no meio do metrô lotado, com milhares de pessoas com historias pra contar, era a historia deles que ela mais desejava conhecer.
Não se trata apenas de um casal de idosos fofinhos, é um casal de idosos no metrô, andando, pegando transporte publico, cruzando a enorme cidade de São Paulo, enfrentando apertos, buzinas, poluição, e ruas movimentadas, tudo isso de mãos dadas.
A vontade dela era de perguntar, quem eram, como se conheceram, a quanto tempo estão juntos, se eles tem sonhos, se eles se amam, se são apaixonados , se ainda se tratam com respeito e carinho, se tiveram que enfrentar obstaculos pra ficarem juntos, se vivem com os filhos ou sozinhos.
Ela teria uma verdadeira aula de vida se tivesse tido coragem e tempo de perguntar-lhes tudo isso...
Um sinal fez ela voltar a prestar atenção no metro que se encontrava.... chegou em sua estação, ela saiu , olhando pra trás...a senhora ainda olhava pra cima, e ele ainda olhava pro chão...
05/10/2011
Apelo.
Quando era mais nova, teve um sonho, um pesadelo.
Sonhou que uma pessoa que ela muito amava, estava deitada em uma cama, com o cabelo completamente descuidado, com aparencia cansada, essa pessoa estava muito gorda, ocupava quase toda a cama, em uma mão segurava um copo de cerveja, e em outra mão um cigarro.
No sonho ela chorou ao ver essa pessoa nesse estado, e essa pessoa não a via, e ria sozinha...
No sonho, ela fechou os olhos implorando pra não ser verdade, e abriu , implorando pra acordar..
Quando finalmente conseguiu acordar, saiu correndo , precisava ver como estava essa pessoa.
O sentimento que ela teve ao ver a pessoa que ela tanto amava com sua aparencia normal, com o cabelo arrumado, sem cigarro ou bebida em mãos, foi o sentimento de mais puro alivio que ela já sentiu na vida.
E chorou aliviada.
Ela tinha 7 anos , e até hoje esse é o pesadelo que mais a entristece quando ela se lembra.
E aquela sensação de ver alguem que ama, naquele estado de puro desleixo, sem amor-proprio , jogada ao vicio e a depressão , é uma sensação que ela não deseja sentir, ela não quer sentir.
Porque sempre que lembra do pesadelo ela chora igual criança, como quem implorasse "Por favor, volta a ser o que era antes..."
Sonhou que uma pessoa que ela muito amava, estava deitada em uma cama, com o cabelo completamente descuidado, com aparencia cansada, essa pessoa estava muito gorda, ocupava quase toda a cama, em uma mão segurava um copo de cerveja, e em outra mão um cigarro.
No sonho ela chorou ao ver essa pessoa nesse estado, e essa pessoa não a via, e ria sozinha...
No sonho, ela fechou os olhos implorando pra não ser verdade, e abriu , implorando pra acordar..
Quando finalmente conseguiu acordar, saiu correndo , precisava ver como estava essa pessoa.
O sentimento que ela teve ao ver a pessoa que ela tanto amava com sua aparencia normal, com o cabelo arrumado, sem cigarro ou bebida em mãos, foi o sentimento de mais puro alivio que ela já sentiu na vida.
E chorou aliviada.
Ela tinha 7 anos , e até hoje esse é o pesadelo que mais a entristece quando ela se lembra.
E aquela sensação de ver alguem que ama, naquele estado de puro desleixo, sem amor-proprio , jogada ao vicio e a depressão , é uma sensação que ela não deseja sentir, ela não quer sentir.
Porque sempre que lembra do pesadelo ela chora igual criança, como quem implorasse "Por favor, volta a ser o que era antes..."
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